Após a intervenção da Prefeitura de Limeira na Viação Limeirense para o controle do transporte coletivo na cidade, a segurança do prefeito Mário Botion (PSD) e do secretário de Mobilidade Urbana Rodrigo Oliveira foi reforçada. O próprio prefeito Botion afirmou em coletiva no início da tarde desta segunda-feira, 17, “estar preocupado”, mas evitou dar mais detalhes sobre o tema quando questionado.
Além do prefeito, de Rodrigo Oliveira, do secretário de Assuntos Jurídicos Daniel de Campos, do chefe de Gabinete Edison Moreno Gil e do secretário de Comunicação Social Antonio Peres, o secretário de Segurança Pública Francisco Alves também participou da coletiva.
Rodrigo Oliveira chegou a dizer ao prefeito que ele “pode abrir” (se referindo a explicar a imprensa as eventuais ameaças que ambos teriam sofrido), quando ele tocou no assunto, mas recuou quando questionado por jornalistas sobre qual o tipo de ameaças que eles teriam recebido e de quem elas teriam partido. “Tudo está sendo acompanhado pela GCM (Guarda Civil Municipal) e Polícia Civil”, chegou a dizer o secretário de Mobilidade Urbana.
Já o secretário de Segurança Pública afirmou, quando questionado, que essa atenção maior na segurança de ambos estaria seguindo “apenas o protocolo” e que nenhum tipo de ocorrência formal teria sido registrada na Polícia Civil.
Além de ambos, nenhum outro secretário do governo Botion teria recebido uma atenção maior da segurança particular apurou a Tribuna.

INTERVENÇÃO
A medida adotada pela prefeitura no sábado, 15, garantiu a continuidade do transporte coletivo na cidade, segundo Botion. Ainda na manhã de sábado, 15, os ônibus voltaram a circular após uma greve dos trabalhadores da Viação Limeirense no dia anterior. “Se não houvesse intervenção, hoje não teríamos transporte coletivo”, falou Botion. “Agimos respaldados por motivações claras, como a greve no setor e também pelo fato de a empresa ter nos cerceado os dados do sistema integrado”, completou.
Com a intervenção, o município assumiu o controle do serviço tanto na parte de gestão quanto na financeira. O interventor nomeado, o advogado Renato Pavanelli, já está atuando na viação. A prefeitura também prepara uma ação na Justiça para ter acesso a todos os dados que a empresa não informou.
Botion disse ainda não ter informações sobre quanto a intervenção custaria aos cofres públicos.
O prefeito também fez questão de afirmar que para o usuário dos ônibus nada muda e que aqueles que utilizam cartão e possuem créditos seguem utilizando o serviço sem qualquer prejuízo.
Ainda nesta segunda-feira, 17, a Viação Limeirense teve negada no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma liminar que pedia a anulação da intervenção da prefeitura.

JTP
Com a intervenção, que terá um prazo inicial de 60 dias, podendo ser prorrogada sucessivamente pelo mesmo período, o contrato emergencial com a JTP está suspenso. No entanto, caso a intervenção seja finalizada, ele pode voltar a ter validade.

PROJETO DE LEI
Projeto de lei enviado pelo prefeito em regime de urgência foi aprovado por unanimidade pelos vereadores também nesta segunda-feira, 17, na Câmara. Ele autoriza a prefeitura a utilizar dotação orçamentária prevista para o pagamento do subsídio do transporte coletivo no processo de intervenção. Ainda na manhã desta segunda-feira, 17, Botion já tinha se encontrado com vereadores na Câmara para falar sobre o projeto.
Agora, o governo Botion segue elaborando licitação para escolha de uma empresa que deve operar o transporte coletivo na cidade integralmente e não mais nos moldes de hoje – 70% e 30%. Apesar de evitar fixar um prazo para a publicação do edital, o prefeito acredita que entre oito e dez meses, ela esteja finalizada.

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