Fora de Expediente

Fora de Expediente

Antonio Claudio Bontorim
Danilo Janine
LIMEIRA
redacao@tribunadelimeira.com.br

Debate inócuo
Alguns vereadores insistem em se utilizar do corporativismo para apresentar projetos. Seja ele profissional ou religioso. Cada um tem o direito de defender seu ponto de vista, mas não pode se utilizar dessa prerrogativa em benefício próprio.

Em nome de…
…Deus. Na questão religiosa, o vereador Clayton Silva (PSC) quer proibir o debate de gêneros nas escolas, punindo professores que levarem a discussão adiante. Aquilo que o atraso resolveu chamar de “escola sem partido”. Isso não existe.

Não vai virar
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, suspendeu programa semelhante em Alagoas, até que o julgamento de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), seja finalizada pelo Plenário do Supremo.

Ficar no templo
Querer legislar sobre o que o professor pode ou não ensinar tem um nome curto e conhecido: censura. Foi-se o tempo em que a religião ditava condutas civis, políticas e administrativas.

Vou de ônibus
O corporativismo profissional veio nesta semana que vai passando. Outro vereador, agora Helder do Táxi (PMDB), já está se movimentando para impedir a entrada do Uber em Limeira. O que ainda não aconteceu, mas é irreversível. Mais cedo ou mais tarde vai chegar, e não adianta choradeira.

Vem ou não!?
Conforme já mostrou a coluna, representantes do Uber no Brasil afirmaram que, de momento, Limeira segue fora dos planos, mas que quem quiser utilizar o serviço tem que aproveitar o fluxo de usuários que transitem de Piracicaba para outras cidades da região, como Limeira, por exemplo, com o que eles chamam de “motoristas parceiros”, que podem recolher passageiros se estiverem passando pela cidade e alguém acionar o aplicativo pelo celular.

É para todos!
Um vereador tem que legislar em favor da população e não de seus interesses religiosos ou corporativos. Será que é tão difícil aprender essa regrinha básica da função legislativa?

Transparência
Faltou transparência por parte da Viação Limeirense para explicar o atraso no pagamento do vale-alimentação dos trabalhadores no último dia 20 de março. O Sindttrul afirma que o argumento usado pela empresa de ônibus para justificar a falta do vale foi o atraso no pagamento do subsídio por parte da prefeitura, que por sua parte nega.

Todos à bordo
Depois que a Tribuna de Limeira publicou que a cidade ficará de fora da primeira etapa do trem intercidades, que voltará com o transporte de passageiros em ferrovias no Estado, políticos começam a se movimentar para tentar reverter a situação.

Não é bem assim
Até aí, tudo bem. Esta é realmente a função do político: trazer melhorias para o cidadão. Ocorre que muitos afirmam que já estavam discutindo o assunto antes da matéria do jornal. Se é verdade, por que não disseram nada antes?

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