Os três políticos de Limeira – o ex-prefeito Paulo Hadich (PSB), o ex-vereador e presidente da Câmara de Vereadores Eliseu Daniel (PSDB) e o empresário Lusenrique Quintal (PSD) – negaram as acusações de supostamente terem recebido dinheiro não declarado da Odebrecht para as eleições de 2012. Os nomes dos três, que disputaram a eleição naquele ano, apareceram nas delações de um executivo da Odebrecht feitas na Operação Lava Jato. A lista com todos os nomes – incluindo o de Hadich, Eliseu e Quintal – foi publicada por veículos como o jornal O Estado de S.Paulo online e pela revista Veja online e ficou conhecida como a lista de Fachin, em alusão ao nome do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal). Fachin determinou no início da semana o fim do sigilo de todos os inquéritos abertos para apurar irregularidades envolvendo políticos de todo o país após as delações de executivos e ex-executivos da construtora.
Ex-prefeito Paulo Hadich, vencedor daquela eleição, afirmou à Tribuna de Limeira não ter ideia de quem foi o delator, que gostaria de saber isso e não entende por que meu nome apareceu. “Não recebi dinheiro de forma lícita e muito menos ilícita da Odebrecht ou de qualquer outra empresa ligada a ela e muito menos de empresas que prestavam serviços à prefeitura”, comentou, afirmando ainda que teve dificuldade em obter recursos para aquela eleição. “Espero ter acesso à deleção, saber quem foi e porque citou meu nome”, disse.
Ex-vereador e presidente da Câmara de Limeira Eliseu Daniel (PSDB) também afirmou estar surpreso pela citação de seu nome e que não recebeu dinheiro de forma oficial, nem não oficial da Odebrecht. “Nunca tive contato com ninguém desta empresa, assim como ninguém da minha campanha e vou esperar ter acesso ao que foi dito para preparar minha defesa”, contou. “Acho tudo isso muito estranho e é bom que se esclareça”, completou.
Por fim, o empresário Lusenrique Quintal (PSD) também afirmou que nunca teve contato com ninguém da Odebrecht e questionou um dos termos usados pelo relator da Lava Jato “vantagens indevidas”. “Eu não tive contato (com a Odebrecht). Se alguém do partido teve, não sei. Quero saber quem é esse delator”, comentou.
O empresário ainda enviou nota à Tribuna falando em estranheza por ter seu nome citado, negando qualquer tipo de contato com a construtora e afirmando ter a convicção de que a Procuradoria Geral da República irá arquivar o caso.