A pouco mais de um mês de completar um ano do incêndio que o destruiu parcialmente no dia 16 de maio do ano passado, o processo de tombamento do casarão histórico, localizado na esquina da Praça Dr. Luciano Esteves, encontra-se parado no Condephali (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Limeira), vinculado à Secretaria de Cultura. A informação é da Secretaria de Urbanismo de Limeira, que informou que processo 47943/2007, aguarda deliberação do próprio Condephali. Apesar da manutenção, que a prefeitura diz estar fazendo (uma limpeza foi feita em dezembro do ano passado), a deterioração do imóvel é visível e a cada dia ele vai perdendo sua forma, de acordo com pessoas que passam na rua. “O que temos percebido é que o casarão está perdendo sua característica e não demorará a cair”, diz um morador do Centro, que preferiu não se identificar. “Se uma providência não for tomada rapidamente, não vai sobrar muito da construção”, comentou outro, que passava na calçada do imóvel e também não quis ter o nome divulgado.
Conforme a Secretaria de Urbanismo, o processo de tombamento foi protocolado pelo Condephali em 2007, mas ficou paralisado até 2011, quando foi solicitada sua continuidade.  “Voltou a ficar paralisado novamente até 2014, quando a então secretária de Cultura, Gláucia Bilatto o reativou, mas somente em 2016 o secretário de Urbanismo, Alex Marques Rosa (também presidente do Condephali), à época, levou o processo adiante”, explicou a secretaria à Tribuna de Limeira.
De acordo com a pasta, foi, nessa época, que houve o incêndio, que o Condephali decidiu manter o processo, publicando a resolução (1/16, de 14/7/16), encaminhando-o à secretaria, para elaboração de um laudo técnico de tombamento. “Em outubro do ano passado, o laudo foi apresentado e, em dezembro, o relatório foi aprovado e publicado no JOM (Jornal Oficial do Município) o edital de notificação ao proprietário, que entrou com uma contestação desse laudo no último dia 4 de janeiro”, explicou o secretário de Urbanismo Matias Razzo.
Posteriormente, uma contra argumentação da contestação, elaborada por uma arquiteta do Setor do Patrimônio Histórico da prefeitura, foi encaminhada ao Condephali para apreciação. “Assim que o órgão deliberar sobre o documento, o processo de tombamento terá continuidade”, finalizou o secretário.
Procurado pela reportagem da Tribuna, o secretário da Cultura José Farid Zaine, à qual o Condephali é vinculado, explicou que logo após a Páscoa será convocada uma nova reunião, para deliberação do relatório final, que decidirá sobre o tombamento do casarão.

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