Muitos erros, demora para tomada de atitudes, jogadores sem comprometimento e uma comissão técnica fraca. E, claro, o planejamento errado, com pessoas erradas e que não tinham experiência para dirigir um time profissional, mesmo em uma A3 do Campeonato Paulista.

Esses são alguns, ainda poucos, motivos que fizeram o Independente ser rebaixado, novamente, pois no ano passado já havia caído da A2 para a A3. De um time próximo da elite, em 2015, restou só lamentações. Agora, a promessa de um trabalho mais sério para reerguer o clube.

Ainda não se sabe os rumos da Arte da Bola (empresa que comanda o futebol profissional do Independente), mas, pelas palavras de Anivaldo dos Anjos à Tribuna de Limeira (matéria nesta página), o desenlace está muito próximo. Resta saber quem perde mais.

Nesse aspecto, de uma possível ruptura, há a multa, estipulada no valor de R$ 600 mil. Pelo andar da carruagem, nenhum dos lados estaria disposto a bancar tal quantia, principalmente, em tempos bicudos.

Lamenta-se o rebaixamento, mas agora de nada adiantará tentar achar culpados. Todos, sem exceção, são responsáveis por mais essa queda que mancha a história do clube.

Houve, de nossa parte, muitas críticas à maneira de como o futebol profissional do clube foi dilapidado durante a competição. A empresa, também responsável, se omitiu e manteve um treinador inexperiente e que não soube conduzir o elenco (apesar de a maioria dos jogadores ter sido indicada pelo treinador atual).

Mesmo quando a “vaca caminhava para o brejo”, não houve nenhuma contestação da parte da diretoria e do Conselho Deliberativo. E, do lado da torcida, quase nenhuma voz se levantou contra o péssimo trabalho da comissão técnica. Deu no que deu.

A Inter está classificada para os playoffs, com campanha bastante regular, apesar de alguns tropeços, normais, dentro de casa.  A diretoria já se movimentou e trouxe dois novos jogadores para reforçar o elenco. Agora, o treinador João Vallim terá pela frente mais dois jogos, para observar o elenco para a parte final do campeonato.

Mesmo satisfeita com a equipe, a diretoria leonina anda aborrecida com a torcida, que ainda não deu resposta financeira adequada aos investimentos feitos pelo clube. Para a fase de mata-mata, será preciso que o Limeirão receba, ao menos, 5 mil torcedores.

Não tem fim a violência nos estádios. Muitos torcedores já se afastaram, com medo das brigas e, agora, o crescimento de vândalos aumenta cada vez mais. As cenas na Arena Corinthians, quarta-feira, 5, foram lamentáveis. A PM agiu corretamente.

Todas as categorias do esporte amador de Limeira (e do país) estão temendo a falta de investimentos, com o tal Marco Regulatório. No futebol amador, a prefeitura conseguiu o que queria. Quero ver o momento em que os clubes começarem a desembolsar dinheiro para pagamentos de taxas e mais taxas. Haverá chiadeira. E das grossas.

E as demais modalidades? Falam tanto em economia, mas para supérfluos sobra.

Tudo como dantes no quartel de Abrantes. E, esperem só um pouco mais e verão como irão piorar as coisas. Em todos os sentidos.

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