A queda de Limeira em mais um ranking, desta vez de gestão municipal, prova, de novo, como a cidade tem perdido espaço para municípios vizinhos. Matéria da última edição da Tribuna mostrou que “progressos tímidos, escassez de recursos e déficits na qualidade de serviços, que resultaram no indicador para o IDGM (Índice de Desafios da Gestão Municipal)”, colocaram Limeira na oitava posição na segunda edição do estudo, que corresponde aos anos de 2005 e 2015 – governos Silvio Félix (PDT) e Paulo Hadich (PSB).
Em 2005, quando foi feito o primeiro estudo, Limeira liderava ranking com o índice de 0,662, passando, em 2015, para a oitava posição, com 0,699.
A pergunta é? Por que a cidade tem perdido tanta representativa e espaço no decorrer dos anos? Entra governo, sai governo e pouca coisa ou quase nada muda. De quem seria a culpa? Onde estaria o erro?
O município, que já foi referência nacional em qualidade de vida e indústria nos anos 1960 e 1970, foi ultrapassada por várias cidades da região – algumas até menores. O que falta nas lideranças políticas de Limeira que há nos políticos das outras.
É impossível (e até inaceitável) que uma cidade com uma grande área rural, com importantes indústrias, cortada pelas principais rodovias de São Paulo e localizada na região mais rica do maior estado da União, não prospere tanto quantas as vizinhas.
Segundo o coordenador do curso de administração pública da FCA-Unicamp, professor Oswaldo Gonçalves Júnior, “quando um município cai em um ranking, como mostra o estudo, nem sempre significa que ele piorou, mas que os outros melhoraram”. Que seja. Por isso, partindo deste princípio, por que os outros têm melhorado tanto e Limeira não? Com a palavra, prefeito e ex-prefeitos.

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