Os surtos de febre amarela em alguns estados e as mortes causadas pela doença fizeram a população correr aos postos de saúde de várias cidades do Estado em busca da vacina conta a doença transmitida no meio urbano pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue, do zika vírus e chikungunya). Matéria da Tribuna mostrou o caso em Limeira. Após essa correria aos postos de saúde, representantes do Ministério da Saúde vieram a público dizer que não há necessidade desse pânico, que só devem tomar a vacina aqueles que forem para áreas de risco e que estudos recentes mostram que aqueles que já tomaram uma dose da vacina ficam imunizadas por toda a vida. Antes, a orientação era que todos – até certa idade – deveriam tomar a vacina a cada 10 anos.
Um fato, no mínimo curioso de tudo isso, é que só agora, após essa correria aos postos de saúde, surgem estas orientações. Seria receio do Ministério da Saúde de que as doses estocadas pelo governo não sejam suficientes para atender a todos?
Ainda conforme mostrou a Tribuna, em Limeira, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Maria Amélia da Silva também tem passado àqueles que buscam a vacina na cidade, a orientação do Ministério da Saúde. Até aí, tudo bem. Natural que Limeira, assim como as outras cidades do país fora das área de risco, siga a orientação do governo federal.
A dúvida é: como comprovar se a pessoa que busca a vacina realmente irá para uma área de risco? No caso de viagens internacionais, onde os países de destino exigem a vacina o certificado internacional de vacinação é mais fácil, mas e quando o deslocamento for para regiões afetadas dentro do país?
Mais uma vez, o governo federal mostra falhas e falta de preparo para lidar com questões de saúde pública e dá sinais de estar mais preocupado com o término do estoque de vacinas do que em combater os surtos da doença.

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