A revelação que o presidente da Câmara, Zé da Mix (PSD), fez à Tribuna de Limeira¸ sobre não levar adiante as obras do anexo da Casa, não deixa de ser uma boa notícia, vindo de um poder político, que costuma esbanjar dinheiro público. Principalmente pela crise econômica que se abateu sobre o país. A revisão de contratos e a reforma administrativa são outros dois pontos importantes citados pelo vereador, durante coletiva de imprensa, na última sexta-feira, 17. Nesse ponto, parece que tanto Zé como o prefeito Mário Botion, também do PSD, estão com discurso afinado em se tratando de economia nos dois poderes constituídos. Economia, entretanto, não significa não gastar dinheiro, mas saber aplicar esse dinheiro de forma correta, para que não haja desperdícios. E, também, é preciso tomar cuidado com essas apostas, que lá na frente poderão ser cobradas com veemência pelo cidadão, que quer ver, de fato, seus políticos economizando onde precisa e aplicando onde há necessidade.
E uma dessas medidas anunciadas, desta vez pelo prefeito, e publicada no site da Tribuna, vem causando desconforto ao seu governo: a redução dos pontos de entrega de medicamentos, de 32 para 17. Essa nova forma de gerenciamento, segundo Botion, deve provocar uma economia de mais de R$ 2 milhões por ano. Mas será que essa economia compensa o desgaste político, que já chegou inclusive à Câmara, onde ele tem maioria, mas que já o questionou? Como explicar, por exemplo, ao morador do Bairro do Tatu, que ele terá que se deslocar à área central ou mais próxima, para pegar seu medicamento? É uma jogada arriscada. Difícil saber se ele vai voltar atrás ou vai bancar esse desgaste. Mas é sempre bom lembrar que não se pode tentar resolver desmandos e desperdícios, sacrificando a população, que parece, é o caso dessa medida. E ressuscitar defuntos enterrados, ainda quentes, é muito mais perigoso.