Paciência! Ainda

Paciência! Ainda

Ainda que a população cobre desde o primeiro dia – e tem esse direito – é preciso certo grau de paciência nesse início de governo. Ávidos em terem suas reclamações resolvidas, muitas delas do governo anterior, as duas primeiras semanas da nova administração pública devem ser olhadas com a devida atenção, porém, pela ótica da razão e não da emoção. A precipitação não é o melhor caminho e nem a forma mais correta de exigir soluções para problemas que vêm de longe. O que não justifica nenhuma tomada de ação governamental, mas se deve levar em conta que não se resolve em um dia, o que vem se acumulando de vários dias, semanas e até meses.
Se qualquer ação pode – e deve – ser planejada, a resposta não, que deve ser ágil e imediata, para que o cidadão não fique sem uma satisfação. Mesmo que seja a mínima. Afinal das contas esse cidadão, e eleitor, votou pela mudança e espera que ela aconteça sem demora, o que não significa que os carros devam correr adiante dos bois. Isso é normal em todo princípio de uma nova situação, que requer muito jogo de cintura daqueles que propuseram essa mudança e agora têm que banca-la de forma plena. Não há um período mínimo ou máximo, que se possa estipular para que as transformações aconteçam. Há o bom senso de quem tem o poder para leva-las adiante.
Se é necessário paciência, o governante deve entender, também, que ela é curta em se tratando de alguns assuntos e temas mais espinhosos. E nem por isso ele deve esmorecer diante dos primeiros obstáculos. E, ao ultrapassá-los, precisa entender que outros surgirão. E o termômetro de tudo isso é a imprensa. É ela quem vai refletir o menor e o maior grau de impaciência da população, na medida em que o governo for avançando. O primeiro prazo de validade expira em quatro anos, o que não significa que ela não possa se deteriorar rapidamente. É onde mora o perigo.

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