Dificilmente as obras do novo Fórum serão entregues nos prazos estipulados. Tanto pela Secretaria de Justiça do Estado (julho), quanto pela Prefeitura de Limeira (agosto ou setembro). É só dar uma passada pelo canteiro de obras, como fez a reportagem da Tribuna de Limeira, para se ver que ainda falta muito do entorno, apesar da garantia de que a área interna esteja praticamente concluída. Setembro de 2015 e depois março de 2016 foram as primeiras datas não cumpridas para a inauguração. E que fique bem claro, da obra, e não propriamente do início das atividades, que depende ai sim, exclusivamente do Estado. E esse é e tem sido o problema. Desde o seu início. A prefeitura toca e fiscaliza a obra conforme o repasse de verbas, já empenhadas, na Secretaria de Justiça que, por sua vez, as libera à base de conta-gotas. Planilhas da Secretaria de Obras e Serviços Públicos do município mostram essa realidade e, consequentemente, a divergência nesses prazos de entrega.
Para alguns técnicos, mais uma vez a obra deixa 2017 e entra no calendário, já de 2018. E, então, a estranha – ou forçada – coincidência. O ano que vem tem em seu calendário as eleições para governadores e presidente, além das casas legislativas estaduais e federais. Não seria de se estranhar, portanto, intenções eleitoreiras nessas obras. Assim como a da duplicação da rodovia que liga Piracicaba a São Pedro (SP-304), que já deveria estar pronta, mas nos últimos anos tem figurado apenas nas estatísticas de mortes violentas no trânsito. Quem paga essa conta? A vida, como se sabe, não tem preço. Mas, os interesses meramente políticos, sim. O mesmo caso envolve o novo Fórum de Limeira. Evidente que de forma não tão trágica como a rodovia, mas também com seu grau de gravidade. A cultura política do uso de obras para dar visibilidade a políticos é tão recorrente quanto a própria corrupção.

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