Senso & Consenso

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Obrigações e obrigações

Gigantão, ou Praça de Esportes Eduardo Basso, no Cecap, pichado. Gigantão, restaurado. Banheiros do Parque Cidade danificados por vândalos. Gigantão pichado novamente. Parque da Criança constantemente depredado. São notícias encaminhadas à imprensa pela própria Prefeitura de Limeira, através da Secretaria de Comunicação Social, numa prova cabal de que a fiscalização, que deveria ser feita pela Guarda Civil Municipal (essa é sua função precípua), está longe de acontecer. Uma explicação fácil de dar, pois antes de guardar os próprios públicos, a GCM exercita um poder de polícia, complementar às ações da PM e da Polícia Civil. É determinação, assumida pelo próprio secretário de Segurança Pública, Maurício Miranda, que em várias oportunidades, em entrevistas à esta Tribuna, disse que prefere ver a GCM nas ruas, combatendo o crime, em vez de deslocar seu contingente – ou parte dele – para proteger o patrimônio público. O resultado dessa postura fica escancarado. E de forma antagônica mostrado e comprovado pelo próprio Poder Executivo.
Se o próprio Estado não garante a segurança pública, que é seu dever, e precisa também dos municípios para caçar bandidos, atender ocorrências, etc., etc., etc., o município acaba ficando sem garantir a proteção de prédios e logradouros da municipalidade, que sofrem com ação de vândalos, nunca encontrados ou punidos. Não é de hoje que isso acontece, mas se intensificou nesses últimos anos. É louvável que o Poder Público municipal se integre às ações de segurança, em todos os sentidos, mas antes de tudo é preciso garantir à população, que os locais que ela frequenta, para seu lazer, também sejam seguros. A própria Biblioteca Municipal, no Parque Cidade, também sofre com isso. A Praça do Museu, logo no primeiro dia após sua inauguração, amanheceu pichada, assim como o Parque Urbano, no antigo zoológico.
A pouco menos de um mês da posse da nova administração, espera-se que alguns conceitos sejam revistos na segurança pública municipal. E a proteção ao patrimônio público é de total prioridade. Exigir que o Estado cumpra com sua obrigação, para que o município possa cumprir com a dele é fundamental.

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