Falta educação?

Falta educação?

Que atire a primeira pedra o motorista que nunca usou seu telefone celular enquanto dirigia. O crescimento de 130% nas multas aplicadas em Limeira pelo uso de celular ao volante em apenas seis anos, conforme mostrou a Tribuna de Limeira, é mais um indicativo do quanto o brasileiro precisa evoluir quando o assunto é educação no trânsito.
Em uma sociedade onde a fiscalização do Poder Público (dos municípios, passando pelos estados até a União) é precária, um crescimento de mais que o dobro mostra que o número de pessoas cometendo a infração é tão grande, que até com uma fiscalização falha, as multas são aplicadas.
O engenheiro civil, professor da Unicamp e especialista em trânsito, Percival Bisca, foi feliz ao dizer que faltam projetos educacionais envolvendo o tema. Sim, é verdade. O Poder Público faz muito pouco (na verdade, quase nada) para orientar os motoristas sobre o perigo de se falar ao celular enquanto dirige. Ele lembrou que estudos mostram que dirigir e usar o telefone celular pode ser pior do que dirigir embriagado e que os riscos são ainda maiores quando quem está ao volante usa o aparelho para digitar algo (mensagens de texto) ao invés de conversar no aparelho.
A dúvida é: falta competência, boa vontade ou os dois àqueles que coordenam o transito no país para que mais campanhas educativas sobre o tema sejam feitas com a mesma intensidade que projetos educacionais sobre o álcool e a direção são feitos?
Num país onde o trânsito mata mais que muitas guerras, este “pouco caso” do Poder Público seguirá custando milhares de vidas todo ano. E até que o motorista sofra na pele esse drama, muito provavelmente, continuará usando o celular enquanto dirige.

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