Um gato no telhado

Surpresa ou atraso? Fico com a segunda opção. É dessa forma que entendo o pedido de prisão preventiva – já cumprido – do “ex-” (deputado e presidente da Câmara Federal) todo-poderoso do PMDB, Eduardo Cunha, que a partir de agora passa a assombrar o partido. Nem ele se surpreendeu, é bom que se diga, porque já esperava por isso. Assim como seus adversários políticos e desafetos, que torciam para que isso acontecesse. Houve mesmo foi atraso, já que ele era alvo de inquéritos criminais e réu em várias ações no STF (Supremo Tribunal Federal), e os ministros do Supremo pouco fizeram, perante os pedidos da PGR (Procuradoria Geral da República). Pensavam em Cunha, os ministros da Suprema Corte, talvez, como aliado para seus próprios interesses financeiros, através de reajustes salariais. Essa talvez seja a única explicação para que nenhuma medida mais drástica, como a do juiz Sérgio Moro, fosse tomada. Enfim, rei morto, rei posto. Só que não.
Cunha a partir de agora é uma bomba relógio, com timer ligado, mas que pode ou não acelerar sua explosão de raiva e ódio, principalmente, contra o próprio partido, em especial o presidente Michel Temer, que o abandonou na reta final do processo de cassação. Como escrevi nas redes sociais, “o gato subiu no telhado”, expressão de uma conhecida piada, que tem um significado de notícia ruim. Se o gato vai ou não cair do telhado é outra história. Tanto Temer quanto o PMDB, porém, devem estar preparados, porque o caçador de Dilma, agora cassado e enjaulado, não deve segurar a onda sozinho. E se a sua família também for envolvida, inclusive, com a prisão de sua mulher, Cláudia Cunha, aí sim o gato pula do telhado e vai miar muito alto e de megafone em punho.
Por enquanto, são especulações, análises (algumas transformadas em teorias conspiratórias) e tentativas de adivinhações, que sabemos, em política, não funciona. Uma coisa é certa, quem tem que ter mais agilidade é o STF, senão seus ministros vão continuar sendo humilhados por Moro. Como é o caso da prisão de Cunha. Daqui para frente, o que vier, com certeza, é lucro. Certo, líquido e calculado.  Espero, também, que os politicamente corretos não se zanguem com o título deste artigo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*