Não muda. Nunca!

Não muda. Nunca!

Ano eleitoral é sempre um ano diferente. Entra ano, sai ano, o comportamento dos gestores públicos é o mesmo. Sem tirar nem por. E esse fenômeno é muito mais sentido em período de eleições municipais, pela proximidade dos políticos com os eleitores e com a comunidade de uma maneira geral. Um contato mais direto que, a partir de agora, vai se tornar mais direto ainda. Principalmente àqueles que estão pensando e vão concorrer à reeleição. A cinco meses do pleito municipal, muitos administradores públicos costumam dar uma arrancada – um “sprint” final, como se diz nas competições esportivas de velocidade – para não perder de vista a linha de chegada. Que, neste caso, tem nas urnas o pódio da vitória. Ou não.
Por aqui não é diferente e com muitas oportunidades claras para isso. Depois de quase quatro anos, tudo o que era para se fazer e ser diferente, ficou no quase. Afinal, qual é a realização de um primeiro, segundo ou terceiro anos de governo, que será lembrada na hora de apertar o “sim” e ouvir o som da urna eletrônica? Deveria se fazer tudo o que é possível, em vez de apenas propaganda ou de explorar uma meritocracia que não é real. Fazer com dinheiro a rodo qualquer um faz. Administrar na dificuldade é que diferencia o homem público e suas reais intenções. Ninguém é gestor de uma obra só e de última hora, mas sim de um conjunto de realizações que o diferencie dos demais. O país, os estados e os municípios, ainda não encontraram – salvo raríssimas exceções – uma figura dessa grandeza, que se preocupe com o conjunto e não com a individualidade.
A cultura do “último ano” é um desfecho comum de incontáveis administrações. Em muitos casos tem dado certo, por que explora a memória recente e não a passada. Aquela que deveria valer para uma análise conjuntural do período à qual pertence, ou seja, os quatro anos de uma eleição à outra. A tradição do que está sobre o solo é mais importante do que está sob o solo, também tem na população muito da culpa pelas escolhas que faz. É preciso ficar atento às obras de última hora, que sobrepujarão tudo o que não foi feito no momento e na hora certa. A consciência de cidadania é a melhor arma contra a mesmice política. O espelho reflete aquilo que está à sua frente. E essa “última hora” está bastante visível nas ruas e bairros de Limeira. Exemplos que vêm de longe.

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