As dúvidas de Hadich

As dúvidas de Hadich

Os últimos episódios, envolvendo o prefeito Paulo Hadich (PSB) com o transporte público em Limeira ainda não chegaram nem ao seu desfecho e já causam dor de cabeça pelos lados do Poder Executivo. E o coloca em situação delicada para uma eventual candidatura à reeleição em outubro. O pleito, é evidente, está longe ainda, embora o calendário eleitoral já esteja correndo. Mas, em ano de eleição, um envolvimento dessa natureza, com ação do Ministério Público e bloqueio de bens por conta de uma questão ainda inexplicada e obscura, como a que envolve as viações Rápido Sudeste e Limeirense, as denúncias de complôs e o tão comentado subsídio para o segmento, cria certa animosidade e, principalmente, municia a oposição, que vai ao ataque e, a população, que quer soluções e não explicações. Mesmo com o desgaste político que um problema dessa grandeza possa acarretar à imagem do administrador público, ainda é cedo para uma avaliação do estrago que vai causar lá na frente. Que vai causar, com certeza. O grau, porém, ainda é difícil medir. Os quase quatro anos de seu mandato como prefeito deve ser a leitura de seus oponentes nas urnas – se ele, de fato, for candidato – e daqueles que o criticam desde sua posse. Muitas críticas apenas políticas e sem fundamentos que valham à pena; outras, com argumentos mais palpáveis, que são aquelas vindas dos cidadãos, que são eleitores. As reclamações sobre a qualidade dos serviços públicos, como o próprio transporte, a educação, a saúde, entre outros. Hadich também tem cartas nas mangas e várias realizações, que engrossam seu acervo publicitário. O piscinão do Tiro de Guerra, talvez, a mais importante delas. Seu trunfo principal, e mais precioso também, é que ele não tem uma oposição à altura. Ouvem-se vozes dissonantes, mas espalhadas e sem penetração, a não ser entre os próprios opositores, que replicam e replicam mensagens, mas dificilmente alcançam seus objetivos. Há uma pasmaceira entre os prováveis candidatos e ninguém, até agora, assumiu se sai, ou se fica na moita. O que delicia os encastelados no Edifício Prada, que sabem como ninguém se aproveitar dessa situação. Apesar de todos esses problemas, Hadich tem a máquina pública nas mãos. E, por incrível que pareça, uma oposição incompetente. Pelo menos até agora.

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