Que ‘zika’, hein?

Que ‘zika’, hein?

O caso de três supostas pacientes suspeitas de terem contraído o zika vírus (também transmitido pelo Aedes aegypti), conforme mostrou o jornal Gazeta de Limeira, em sua edição da última terça-feira, 2, é um sinal preocupante para a saúde pública. Embora, não sejam pacientes grávidas, só o fato da suspeita deve acender a luz amarela da equipe da Secretaria Municipal da Saúde, comandada por Luiz Antônio da Silva, o Luizinho do PT. Principalmente por que há casos sendo detectados – ou reportados – em vários municípios da região. Piracicaba é um exemplo recente. Confirmado, inclusive.
Como Limeira não é uma ilha isolada, a preocupação deve ultrapassar as fronteiras dos município, uma vez que a recente epidemia de dengue, entre 2014 e 2015, deixou sequelas no poder público, que embora não deva ser responsabilizado individualmente, às vezes atua com displicência, agindo como se o problema nunca fosse chegar por aqui. É um mal presente em todos nós, a ideia de que o problema nunca vai acontecer conosco. Acontece. E, como tal, é preciso total controle e uma comunicação adequada, que deixe o cidadão informado da real situação. Informação, que é uma importante arma no combate ao próprio vetor do zika, que é o mesmo da dengue e que, não por mera coincidência, é o mesmo da febre chikungunya. O minúsculo, mas poderoso Aedes aegypti. Pelo menos poderoso no sentido de pôr uma cidade, um estado, uma nação e muitos outros países em alerta.
Sabe-se que um controle mais efetivo poderia ter sido feito há muito tempo, lá em 1995, quando os casos de dengue explodiram pela primeira vez, no primeiro mandato do tucano FHC. O então ministro da Saúde, o médico Adib Jatene, elaborou o programa de controle do mosquito, o PEA (Plano Diretor de Erradicação do Aedes aegypti), que nunca foi levado avante. Jatene deixou o Ministério e seus substitutos reduziram o status do programa. Entre eles José Serra. Negligência que hoje nos custa caro. Para saber em que “zika” nos colocaram, basta ler os jornais da época. O brado retumbante contra o Aedes vem de longe. Fechar os olhos a isso por mera questão política é hipocrisia.

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