Senso & Consenso

Senso & Consenso

Chegou empurrado. Teoricamente

E 2016 chegou sem que 2015 tenha acabado. Por que não acabou mesmo. Apenas passou o bastão, cambaleante, para seu sucessor, mas com muitas pendências nas suas ordens de serviço. Pendências que se justificam pela comodidade dos agentes políticos, que pouco se preocuparam com o coletivo. Gostam mesmo é do individual, quando diz respeito aos seus interesses pessoais. Como ano político, aliás, 2015 nem mesmo começou. As trocas e sucessões foram meras formalidades, que exauriram a nossa capacidade para entender o que estava – e está – acontecendo. E 2016 já existe de fato. Com as tradicionais saudações de prosperidade, sucesso, saúde e paz. Entre outros desejos anunciados com o “adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize…”. E terá que se realizar mesmo se pretendemos sair do aperto ou, pelo menos, ter uma pequena folga para nos movimentarmos. Política e econômica. O entra e sai do jogo eleitoral mudou o panorama político, provocando um ressentimento exagerado na oposição, que teima em não deixar 2015 acabar. Está, ainda, em outubro de 2014. E o governo, de forma atabalhoada, contribui para empurrar com a barriga e com discurso envelhecido, o que deveria ter feito. Prometeu demais, sem imaginar que teria de fazer de menos. Imaginou um cenário de aventura e começou a rodar um pastelão sem precedentes, para exibir aos brasileiros. Ainda não conseguiu achar o melhor enredo. Patina nas travessuras do Congresso Nacional e na inabilidade de seus articuladores políticos. Para sua sorte os oposicionistas não se entendem e acenam à sociedade brasileira com um discurso conservador e retrógrado. A maior resistência, entretanto, enfrenta na sua própria base de sustentação, que dá lição justamente à oposição. O chamado fogo amigo. Teoricamente 2015 terminou com algumas vitórias – tímidas – do governo. E será uma sombra para este ano que começa, justamente por conta das pendências não resolvidas. Que seu alvorecer, entretanto, ilumine as cabeças pensantes e a necessária consciência na tomada de decisões para que 2016 também não seja outro ano de negação. Ninguém vai aguentar.

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